The Bruery no Brasil e no copo!

Uma das melhores importações deste ano que 2014 foi sem dúvidas desta cervejaria californiana. Claro que elas aportaram aqui no TripBeer e agora contamos o que esperar de cada uma delas. São cinto rótulos, Sour in the Rye, White Oak, Trade Winds, Smoking Wood e Tart of Darkness. Com vocês, The Bruery no Brasil e no copo!

Todas são cervejas sazonais e sensacionais. O que se pode esperar minimamente é complexidade e surpresas a cada gole. Pelo menos pra mim o gosto de quero mais ficou em todas, mas especialmente na Sour in the Rye, na White Oak e na Tart of Darkness. Além, é claro, dos seus belos rótulos. Só lembrando, o teor alcoólico de cada uma delas costuma variar de acordo com as safras, portanto o que temos aqui são as edições de 2014.

Vamos a elas!

 

Sour in the Rye

the bruery no brasil e no copo sour in the rye degustação trip beer

Estilo: Wild Rye Ale (Sour) com 7,8% ABV

Vou começar dizendo que morri de amores por essa cerveja! Uma Sour envelhecida em barris de vinho tinto com adição de baunilha. A Sour in the Rye apresenta espuma bege de média formação e persistência, levemente cremosa. O aroma é amadeirado, o vinho é bem característico, acidez, azeda, cítrica com notas de limão, uva verde, e notas doces da baunilha. É uma explosão de cheiros, de complexidade que deixa qualquer fã do estilo doido para provar. Mas, se você não estiver acostumado, vai achar ela difícil de beber. Graças que isso não é o caso aqui.

O sabor é uma outra bomba de diversas coisas. Uva verde, seca, vinho bem presente também, madeira, ácida, azeda, lúpulo bem discreto, a citricidade é mais fraca, mas as notas de limão continuam lá, notas doces, porém com a baunilha mais escondida, um pouco de malte, álcool mediano, se faz perceber, mas não é marcante.

O final é seco, ácido e bem característico de vinho tinto. O aftertaste beira uma adstringência, com boa pegada de acidez e da uva verde. A cor é caramelo, com tons alaranjados e vermelho, com boa turbidez. O corpo é levemente licoroso, presença de sedimentos e uma complexidade incrível. A carbonatação é média.

Uma cerveja deliciosa!

 

White Oak

the bruery no brasil e no copo white oak degustação trip beer

Estilo: Barley Wine com 11,5% ABV

A White Oak, huuuum! Acho que se eu for falar que cada uma dessas The Bruery são sensacionais vou cair na prolixidade! Esta cerveja é um blend de uma Wheat envelhecida em barris de bourbon (50%) e da Mischief, uma Golden Strong Ale da cervejaria (50%). Uma pena as cervejas originais não estarem inclusas, pelo menos nesta primeira leva para o Brasil. Mas, não faz mal.

Ela apresentou uma espuma bege claro com ótima formação e boa persistência, bem cremosa e registrando um belo belgian lace na taça. No aroma madeira, malte, açúcar mascavo, leve acidez, caramelo, notas doces e uma pegada de leve do bourbon. No sabor o bourbon vem forte, bem amadeirada, álcool discreto apesar os 11,5% , leve azedo, notas doces, açúcar mascavo e um pouco picante.

O final é seco, com leve aquecimento do álcool e marcante no amadeirado. O aftertaste segue o amadeirado com uma distante quebrada com o dulçor. A cor é alaranjada, pálida e turva. A carbonatação é média e o corpo também. A complexidade nem se fala, é alta, excelente!

 

Trade Winds

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Estilo: Abbey Tripel de 8,1% ABV

A Trade Winds é uma cerveja que preza pela mistura de complexidade e facilidade de beber. De longe, é a mais suave dos cinco rótulos, mas ao mesmo tempo, prestando atenção, ela vai se revelando bem interessante.

Ela apresentou uma espuma branca, cremosa, de boa formação e média persistência. O aroma é doce, maltado, levemente frutada, cítrica, lúpulo, bem no estilo Trippel. No sabor que ela revela mais a que veio. Notas doces, bem marcantes, mas nada enjoativas, adstringência leve, maltada, álcool suave, levemente picante, o frutado ganha mais destaque com notas de maçã, bem refrescante, o Thai Basil que é uma erva, traz uma característica bem herbal.

O final é doce, maltado e o aftertaste é bem maltado e frutado. A carbonatação é baixa, a complexidade é média. A cor é caramelizada, turva. Uma cerveja muito gostosa, ótima para dias quentes. Ah, a harmonização dela com comida oriental é uma maravilha, perfeito complemento!

 

Smoking Wood

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Estilo: Smoked Imperial Rye de 13% ABV

Cerveja interessantíssima! A Smoking Wood é envelhecida em barris de whisky com baunilha. Ela apresentou uma espuma marrom de média formação e persistência.

O aroma é maltado, torrado, café, chocolate amargo, madeira, defumada, baunilha, mais notas doces, um pouco de álcool. O sabor é bem cafeínado, mais chocolate amargo, malte, o whisky surge ao fundo, álcool médio, defumada, frutas escuras, caramelo. Ainda é completada por uma suave picância. O corpo é um pouco espesso, não muito licoroso.

O final é achocolatado, com o aftertaste bem torrado e alcoólico. A carbonatação é baixa, a cor é preta opaca, a complexidade é média. Uma cerveja que é direta ao ponto, sem ser previsível, com boa presença na boca e torra pra ninguém botar defeito. O que mais chamou a atenção nela é o brilhante equilíbrio entre o amargor da torra e o amadeirado. Distinguem-se muito bem e se complementam com o doce proporcionado pelo frutado e o caramelo.

 

Tart of Darkness

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Estilo: Sour Stout de 7% ABV

A Tart of Darkness possui um hype, talvez não tanto quando uma Dark Lord, mas certamente é objeto de desejo. E ela faz jus a isso. Uma cerveja muito boa, muito interessante e muito diferente. Pra começar é uma Sour ou uma Stout? Bom, é um pouco de cada!

Ela apresentou uma espuma bege com tons amarronzados claros, um pouco cremosa com presença de muitas bolhas, de boa formação e média persistência. O aroma é bem amadeirado, frutada com uva e maçã, herbal, azeda, especiarias, levemente picante, chocolate, café e uma boa pegada de vinho. O sabor é tão complexo quanto o aroma e carrega o frutado, malte torrado, vinho, madeira, levemente azeda, com uma acidez de frutas vermelhas e especiarias. O álcool é suave, muito bem inserido. Entra na boca como uma Stout, apresentando bem suas características, mas rapidamente traz a pegada da Sour. Isso que eu acho que é a grande beleza dessa cerveja, a mistura e como estilos tão diferentes se complementam e ficam em harmonia em uma cerveja. Bem extrema no quesito diferença.

O final é seco, com um equilíbrio entre o vinho, ácido e azedo, com o aftertaste mais carregado no malte torrado e chocolate. A cor é de uma belo preto opaco bem vivo. A carbonatação e corpo médio, ótima complexidade e equilíbrio.

E sensação é de quero mais e de admiração, por esta bela cerveja!

 

 

Já provou alguma delas? Conte pra gente!

 

Cheers!

 

 

By | 2014-12-23T11:46:50+00:00 December 23rd, 2014|Degustações|0 Comments